Macondo fica aqui e ali. Nosso ponto pacífico, nossa linhagem de solidão. Pode ser seu quarto, pode ser que não. É lugar grande, fora do mapa. Ache-me aqui quando quiser. Sente-se, estique as pernas e me fale de felicidade.
Amaranta Buendia
mail-me: amarantabuendiaa@yahoo.com.br
msn: andyramona@hotmail.com
[coisas demais da conta]
- a tarde inteira sem pensar em nada, acompanhada de um filme ruim, mas de gente muito boa.
- atenção: em caso de arrebatamento este blog ficará desatualizado!
- café e tapioca, vai?
- Vi foi mordida pelo mosquito do blog [apesar de não ter apanhado na escola, como a teoria Malvados prevê] e agora também tem um: O Fabuloso Mundo de Vi. Vai lá.
[Os dias estão cheios, ficarão mais ainda, e a vida segue feliz]
coisas pra ver: http://br.youtube.com/watch?v=Qx1oAImbDn
coisas pra ler: http://www.hildahilst.com.br/
coisas pra ouvir: http://www.youtube.com/watch?v=cwlNo6zSVjU
[Ela faz mais tempo hoje. Ela é minha maria, minha mãe. Amo-a.]

QI [quem indica]: Assista Across the Universe [a trilha sonora é de uma banda novata fabulosa, The Beatles]. Vá tomar o sorvete de amendoim do Juarez. Vá comer feijao na casa da Virgínia [eu vou!]. Vá conversar fiado numa tarde de domingo com o casal A. Leia Malvados diariamente. Leia Vanessa diariamente. Reencontre os amigos. Reencontre motivos. Se refaça.

- Iansã, cadê Ogum?
- Foi pro mar...
[Daqui há 60 anos eu vou estar velhinha, com poucos dentes e sem um pingo de lucidez, sim, porque uma pessoa que vive tanto não precisa estar lúcida nesta altura do campeonato. Vou ter bisnetos, filhos dos filhos que terei ou adotarei. Não tenho certeza. Quero ter ele por perto me afagando os cabelos brancos e dizendo que tudo dará certo. Nisso há certeza.]

[Não vou falar do tempo, que anda curto. Ele mede 24 horas todos os dias. Eu tenho que criar ponteiros novos. Aqui e ali ando descobrindo coisas novas e pondo pingos em meus i's. Adélia fala de bandeiras. Eu tenho várias a astear.]
Quando nasci um anjo esbelto, desses que tocam trombeta, anunciou: vai carregar bandeira. Cargo muito pesado pra mulher, esta espécie ainda envergonhada. Aceito os subterfúgios que me cabem, sem precisar mentir. Não sou feia que não possa casar, acho o Rio de Janeiro uma beleza e ora sim, ora não, creio em parto sem dor. Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina. Inauguro linhagens, fundo reinos — dor não é amargura. Minha tristeza não tem pedigree, já a minha vontade de alegria, sua raiz vai ao meu mil avô. Vai ser coxo na vida é maldição pra homem. Mulher é desdobrável. Eu sou.
Ogum, aquele que veio para ser vencedor de grandes batalhas, também é São Jorge. Hoje, Salve Jorge!

[sessão nostalgia, parte II]
Show/peça do Bruce Gomlevsky, onde ele me remeteu ao passado, foi incrível. As músicas certas. As coisas passam, mas as coisas ficam. De "...tédio com um T bem grande pra você..." a "... é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã..." você aprende muita coisa na vida.
Salve Cazuza, Renato, Drummond, Cecília, Chico, Clara, Roberto, Raul. Meus livros e meus discos.
[sessão nostalgia]
como esquecer das nossas primeiras lições?
"Todos juntos somos fortes
Somos flecha e somos arco
Todos nós no mesmo barco
Não há nada pra temer
- ao meu lado há um amigo
Que é preciso proteger
Todos juntos somos fortes
Não há nada pra temer"
[Chico, Todos Juntos dos Saltimbancos]
Este blog completa quatro anos este mês. Se perseguirem post a post vocês acabam encontrando várias andreas. Hay días y hay días. Como relembrar é viver, em abril, alguns momentos.
:.:
Nisso de estudar filosofia, antropologia, sociologia, estou recriando alguns conceitos. Na verdade relembrando e reassociando e revendo . Vejo que pensar nunca é demais.
http://www.bozzetto.com/Flash/Life.htm
[Estou de volta ao ar-condicionado, faz uma semana. Aí as idéias começam a se enquadrar e cabem todas elas em cima da minha mesa. Mas isso é o que eu pareço, não é o que sou.]

[luke chueh é quem desenha]
[Há dias assim, calmos, quase parados no ar. Não estamos acostumamos a eles e devemos, o tempo todo, fazer alguma coisa, nos movimentar, dizem. Entrego-me a esses dias e digo: preguiça, vontade de fazer nada, dormir até meio dia e ficar acordada até três da manhã. Não fui a praia, mas ouvi a chuva. Para que serve o ócio se não para exercitá-lo em tempos de férias? A sociedade do espetáculo diria que estou sendo enganada... ou fui eu quem a iludiu, de propósito? Tenho que arrumar gavetas, lavar a louça, colocar roupa pra lavar, estudar. Não quero. Não saio da minha cama nem por decreto.]

[E sonhar com o dia em que não haverá apenas um dia. Lembram-se das operárias incendiadas? Das condições precárias de trabalho? Bom, mas hoje distribuirão rosas nas lojas e restaurantes...]

[os dias estão mais curtos. furtos. os dias estão quentes. agora estamos sem fidel. quanto tempo desde sierra maestra, fidel? a história te absolverá? che entenderá? em que estaremos pensando há uns anos daqui? a incerteza de estar caminhando num fio de cobre faz tudo ganhar sentido. continuaremos bravos? continuamos? me sinto na ilha. a cultura que um homem traz consigo faz também todo sentido. só impressões]

[Sou um corpo estranho numa sala com mais 60 alunos. Sim, há muito o que aprender por aí, com os outros, comigo.]
